quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dezaizer é (Bobagem assertativa sobre datas IV)


- Dia do Designer. Quem inventou essa data?
- Um bando de dezaizers disfarçados, sem dúvida. Umbandodeeus.
- Não disfarçam bem. Design até meu sobrinho faz: elesevestedecosplaydesenhamulherpeladafazflyerprogramaesteblog

e blá blá blá. Por apenas 1 porre na balada!
- Pois. Volta e meia ouço de meu pai: "Você não escolheu a profissão certa. Dezaizer, não é pra você, não!" Disse HOJE, aliás. Mamãe idem. Fiquei baixo-astral. O que acha que eles querem dizer?
- Que você é um mané. Tá disfarçando mal.
- ...

- Desculpe. Eles só estão arrependidos por não terem usado camisinha naquela noite gostosa. E querem você vá morar longe da casa deles o quanto antes.
- Você é cruel.
- Não, sou realista. Cruel é fazer designer e ser design.
- Eu sou idealista. Seremos salvos dessa condição de subdesenvolvidos. A favor da especiliazação! Abaixo ao acúmulo de etapas para o dezaizer.
- Comece pelo começo. Por acaso já definiram o termo design para o português?! .
..Not!
- Boto fé no Dezaizer do Senhor pra isso. Eu sigo OCriador no Twitter. AMÉM?!
- ...

- As mesmas piadinhas de sempre, percebe?!
- São as referências que consegui. Design inovador não existe. São meros disfarces pelo Photoshop.
- E disfarces pelo Flash fazem o mundo girar, né.
- Ô.

- Hum... dezaizer dá um trato, anima e também faz programa?
- Seu puto.

sábado, 31 de outubro de 2009

MinhasfériasdePrimavera (Bobagem assertativa sobre minhasfériasdeVerão II)


Sube a nacer conmigo, hermano - Red Karaoke

O presente de Sebo, São Paulo (2008):
Las Alturas de Machu Picchu. Do Neruda, o Pablo.
- Ô. 15 reais de vale-troca pra você gastar num sebo. Tó!
- Oi?!
- É, entra. Não quero mais um livro para ler agora. É seu.
- Tá. Eu topo... Pô! Não quero mais um livro para ler agora. Dúvida de qual levar...
- Rapaz... OLHAESSEAQUI! Livro velho, anos 70. Hum... CHEIRAABRISA! Sua família é chilena e você adora Neruda. Disse que vai me emprestar a biografia dele, aliás.
- Mané! Presente coisa nenhuma esse vale, né. Tá fazendo isso para pegar o Neruda lá de casa.
- Ah-ha! Não. Mas já que deu essa idéia, eu topo. ...CARACA! Se eu tivesse que dar um presente especial por nossa amizade, seria esse mesmo, amigo. Acaso bom.
- SENSACIONAL! Nerudão em Machu Picchu. Muito obrigado.
- E a biografia do Neruda?!
- Ah-ha! Só se a gente for para Machu Picchu, hermana.

Cusco, Peru (setembro/2009)
Sube a nacer comigo hermano.


Águas Calientes, Peru
Como un río de rayos amarillos, como un río de tigres enterrados...


Machu Pichhu, Peru
Dadme el silencio, el agua, la esperanza.


Wayna Picchu, Peru
Dadme la lucha, el hierro, los volcanes.


Lago Titicaca, Bolívia
Apegadme los cuerpos como imanes.


Copacabana, Bolívia
Acudid a mis venas...


Lima, Peru
...y a mi boca.


Buenos Aires, Argentina
Hablad por mis palabras y mi sangre.

*Agradecimentos ao Andres Acosta Arancibia, o Maykol
(É, mmmááá-iiiiii-collll-commm-YpslonKa!)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Associação dos Twitteiros Anônimos (Bobagem assertativa sobre anonimato VI)



- SAC: Revista Mad
- Ou RT @revistamad, né.
- "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que retwittas", diria.
- "Dói demais, porque quando você recebe um "unfollow" é como se uma parte de você morresse junto, entendeu?!"
- "Twitter is stressing out a bit right now, so this feature is temporarily disabled..."
- Eu (ainda) morro por pouco.
- É.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Auto-afirmação é (Bobagem assertativa para baixa-estima IV)

- Exato?!
- SAC: Depósito do Calvin
- O que é isto? É um site?!
- Mané.

sábado, 8 de agosto de 2009

A Gripe Porcina do Porco Espirro é (Bobagem assertativa sobre sustentabilidade VII)


Operação Pandemia (2009). Documentário por Alternini, o Julián
- Porque a gente leva as notícias tão à sério quanto as corrente de e-mails, né.
- Xiu. A gente tá aqui é pra conspirar, pô!

(Por e-mail)
PANDEMIA DE LUCRO - que interesses econômicos se movem por detrás da gripe suína?
No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro. Por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos. Sarampo, pneumonia e enfermidades evitáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves, os noticiários mundiais inundaram-se dela. (...) Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 ano. 25 mortos por ano. A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo.

(....)
Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande. A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos. Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.

Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro. Antes com os frangos e agora com os porcos. Sim, agora começou a psicose da gripe suína...

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque. Os acionista das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidosoTamiflú. A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.

Não nego as necessárias medidas de precaução que estão sendo tomadas pelos países. Mas, se a gripe suína é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação; Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, por que não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza a fabricação de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos a todos os países, especialmente aos pobres, essa seria a melhor solução.

- Malandrão! Cantou de galo nessa estória* desde o primeiro espirro, hein?!
- Pois é, ainda funciona. Ouve aê:
Guerra dos Mundos (30, out., 1938. Adaptação para orádio do livro de Wells, o H. George. Produzido no Mercury Theatre on the Air, EUA)
- Um drama que nem
Regina Duarte faria tão bem, né. Aêsuasgostosa!
- Ô. E Lima Duarte lambeu até... Tome outro George:
Revolução dos Bichos. Do Orwell, o G. Exato! Ospresuntosomosnozes.
- Ah, isso me dá dores de cabeça...
- Mané. Tome doses homeópaticas desse aqui, então.
- Uau! Esse é o segredo do revolucionário Loading Myself®.
Minha vida irá mudar num click!
- Toma logo isso aí, pô. Estou depressivo demais para mershans.
- Ei. Por falar em segredo..., acho que sou dependente de auto-ajuda. Devo procurar ajuda?
- Ah, vãotudotomarnocu! Diz que eu fui pra Buenos Aires. Tchau.

* Agradecimentos ao Borges, o Bernardo e ao Xavier, o Bruno de Caracas

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pague 1 curso e leve 3 diplomas! (Bobagem assertativa de tendência X)

- Aproveite essa promoção imperdível. Clica aqui, mané!
- FAUPE, Faculdades Unidas de Pernambuco: conheça agora faculdade dos seus sonhos. Porque você merece!

*agradecimentos à Piedade, a Marina
(Fotógrafa, na noite é AmyWhinehouseCover*, só tem 1 diploma de bacharel pela USP e 1 de pós pela Universidade de Londres. Em depoimento verdadeiro afirma: "se eu fizer esse curso consigo mais 3 em 2 anos. Demorei uns 6 anos para conseguir meus 2 diplomas! Que desperdício de tempo!")

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Dormir de lado é (Bobagem assertativa de experimentar XII)

Ela havia feito alguma coisa que seu pai não aprovava, embora ninguém mais se lembrasse do que havia sido. Seu pai, no entanto, a havia arrastado até os penhascos, atirando-a ao mar. Lá, os peixes devoraram sua carne e arrancaram seus olhos. Enquanto jazia no fundo do mar, seu esqueleto rolou muitas vezes com as correntes.

Um dia um pescador veio pescar. Bem, na verdade, em outros tempos costumavam vir a essa baía pescar. Esse pescador, porém, estava afastado da sua colônia e não sabia que os pescadores da região não trabalham ali sob a alegação de que a enseada era mal-assombrada.

(O velho e o mar. Hemingway, o Ernest. Animação: Petrov, o Alexander)

O anzol do pescador foi descendo pela água abaixo e se prendeu -logo em quê!- nos ossos das costelas da mulher-esqueleto. O pescador pensou: "Oba, agora peguei um grande de verdade! Agora peguei um mesmo!” Na sua imaginação, ele já via quantas pessoas esse peixe enorme iria alimentar, quanto tempo sua carne duraria, quanto tempo ele se veria livre da obrigação de pescar. E enquanto ela lutava com esse enorme peso na ponta do anzol, o mar se encapelou com uma espuma agitada, e o caiaque empinava e sacudia porque aquela que estava lá embaixo lutava para se soltar. E quanto mais ela lutava, tanto mais ela se enredava na linha. Não importa o que fizesse, ela estava sendo inexoravelmente arrastada para a superfície, puxada pelos ossos das próprias costelas.

O pescador havia se voltado para recolher a rede e, por isso, não viu a cabeça calva surgir acima das ondas; não viu os pequenos corais que brilhavam nas órbitas do crânio; não viu os crustáceos nos velhos dentes de marfim. Quando ele se voltou com a rede nas mãos, o esqueleto inteiro, no estado que estava, já havia chegado à superfície e caía suspenso da extremidade do caiaque pelos dentes incisivos.

- Agh! -gritou o homem, e seu coração afundou até os joelhos, seus olhos se esconderam apavorados no fundo da cabeça e suas orelhas arderam num vermelho forte. – Agh! -berrou ele, soltando- a da proa com o remo e começando a remar loucamente na direção da terra. Sem perceber que ela estava emaranhada na sua linha, ele ficou ainda mais assustado pois ela parecia estar em pé, a persegui-lo o tempo todo até a praia. Não importava de que jeito ele desviasse o caiaque, ela continuava ali atrás. Sua respiração formava nuvens de vapor sobre a água, e seus braços se agitavam como se quisessem agarrá-lo para levá-lo para as profundezas.

- Aaaggggghhhh! - Uivava ele, quando o caiaque encalhou na praia. De um salto ele estava fora da embarcação e saía correndo agarrado à vara de pescar. E o cadáver branco da Mulher Esqueleto, ainda preso à linha de pescar, vinha aos solavancos bem atrás dele. Ele correu pelas pedras, e ela o acompanhou. Ele atravessou a tundra gelada, e ela não se distanciou. Ele passou por cima da carne que havia deixado secar, rachando-a em pedaços com as passadas dos seus mukluks.


[...]
O tempo todo ela continuou atrás dele, na verdade era arrastada. E logo começou a comer, porque há muito, muito tempo não se saciava. Finalmente, o homem chegou ao seu iglu, enfiou-se direto no túnel e, quatro, engatinhou de qualquer jeito para dentro. Ofegante e soluçante, ele ficou ali deitado no escuro, com o coração parecendo um tambor, um tambor enorme. Afinal, estava seguro, ah, tão seguro, é, seguro, graças aos Deuses, Raven, é, graças a Raven, é, e também à todos -generosa Sedna, em segurança, afinal.

Imaginem quando ele acendeu sua lamparina de óleo de baleia, ali estava ela -aquilo - jogada num monte no chão de neve, com um calcanhar sobre um ombro, um joelho preso nas costelas, um pé por cima do cotovelo. Mais tarde ele não saberia dizer o que realmente aconteceu. Talvez a luz tivesse suavizado suas feições; talvez fosse o fato de ele ser um homem solitário. Mas sua respiração ganhou um quê de delicadeza, bem devagar ele estendeu as mãos encardidas e, falando baixinho como a mãe fala com o filho, começou a soltá-la da linha de pescar.
- Oh, na, na, na. -Ele primeiro soltou os dedos dos pés, depois os tornozelos. – Oh, na,na, na. -Trabalhou sem parar noite adentro, até cobri-la de peles para aquecê-la, já que os ossos da Mulher Esqueleto eram iguaiszinhos aos de um ser humano.

Ele procurou sua pederneira na bainha de couro e usou um pouco do próprio cabelo para acender mais um foguinho. Ficou olhando para ela de vez em quando enquanto passava óleo na preciosa madeira da sua vara de pescar e enrolava novamente sua linha de seda. E ela, no meio das peles, não pronunciava palavra -não tinha coragem- para que o caçador não a levasse lá para fora e a jogasse lá em baixo nas pedras , quebrando totalmente seus ossos.

O homem começou a sentir sono, enfiou-se nas peles de dormir e logo estava sonhando. Às vezes, quando os seres humanos dormem, acontece de uma lágrima escapar do olho de quem sonha. Nunca sabemos que tipo de sonho provoca isso, mas sabemos que ou é um sonho de tristeza ou de anseio. E foi isso o que aconteceu com o homem.

A Mulher Esqueleto viu o brilho da lágrima à luz do fogo, e de repente ela sentiu uma sede daquelas. Ela se aproximou do homem que dormia, rangendo e retinindo, e pôs a boca junto à lágrima. Aquela única lágrima foi como um rio, que ela bebeu, bebeu e bebeu até saciar sua sede de tantos anos.

(Her Morning Elegance. Por: Oren Lavie, Yuval & Merav Nathan)

Enquanto estava deitada ao seu lado, ela estendeu a mão para dentro do homem que dormia e retirou seu coração, aquele tambor forte. Sentou-se e começou a batucar dos dois lados do coração: -bom, bomm! ...Bom, bomm!

Enquanto marcava o ritmo, ela começou a cantar em voz alta:
- Carne, carne, carne! Carne, carne, carne! -Quanto mais cantava, mais seu corpo se revestia de carne. Ela cantou para ter cabelo, olhos saudáveis e mãos boas e gordas. Ela cantou para ter a divisão entre as pernas e seios compridos o suficiente para se enrolarem e dar calor, e todas as coisas de que as mulheres precisam.

Quando estava pronta, ela também cantou para despir o homem que dormia e se enfiou na cama com ele, a pele de um tocando o outro. Ela devolveu o grande tambor, o coração, ao corpo dele, e foi assim que acordaram abraçados um ao outro, enredados da noite juntos, agora de outro jeito, de um jeito bom e duradouro.

As pessoas que não conseguem se lembrar de como aconteceu sua primeira desgraça. Dizem que ela e o pescador foram embora e sempre foram bem alimentados pelas criaturas que ela conheceu na sua vida debaixo d’água. As pessoas garantem que é verdade e que é só isso o que sabem.

Mulher Esqueleto. História do povo Inuit, aborígenes do Canadá (Mulheres que correm com os lobos). Da Estés, a Clarissa Pinkola.
- SAC: contosafricanosearabes.blogspot.com


*agradecimentos ao van Deursen, u Ulça

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Humor branco é (Bobagem assertativa para espiritualistas IV)

Ontem, Dona Cotinha foi convocada para psicografar sobre o falecimento de Michael Jackson:
- Black or white?
- Nada de luto, é dia de branco.

...
- E existe vida além do expediente nesta data querida?
-
...Not! Quem comunica se estrupica.
- Mesmo com diploma?
- Somos todos ignorantes diante do dezaizer do Senhor.
- O trabalho enobrece o homem e enriquece a empresa?!
- Exato!

E profetizou:
"Nos finais dos tempos, revelar-se-ão sangue-sugas que sugarão até mesmo o bicho-papão."


(amém.)

Especial Since Black until White:
a melhor biografia não-autorizada de Michael Jackson

Clica aqui!
E clica aqui também.
3 cliques com esse aqui, eba!
Já clicou aqui hoje?!
Só mais um clique e vou para o top 10 do Google, seus gostoso!
Mané.

Bobagem assertativa sobre dúvidas frequentes V

Amor. Como faz?

(Quem sabe, não diz. Quem diz, não sabe.
Entregue as chaves, sem medo. Mas não conte qual é a porta, encontre coragem.)

*agradecimentos ao Briso, o Caio Barreto

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Keep Walking, Neruda Walker (Bobagem assertativa de experimentar XII)

Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas,
do meu cabelo e até da minha sombra.
Acontece que me canso de ser homem.

Todavia, seria delicioso
assustar um notário com um lírio cortado
ou matar uma freira com um soco na orelha.
Seria belo
ir pelas ruas com uma faca verde
e aos gritos até morrer de frio.

Passeio calmamente, com olhos, com sapatos,
com fúria e esquecimento,
passo, atravesso escritórios e lojas ortopédicas,
e pátios onde há roupa pendurada num arame:
cuecas, toalhas e camisas que choram
lentas lágrimas sórdidas.

Walking around. Do Neruda, o Pablo.

- Ô. Diz que eu fui por aí.
- Si, caminar siempre.
- Enquanto houver o ritmo, a métrica e o .
Tchau.
- Hasta, Neruda.

Nara Leão - Diz que eu fui por aí